Diferentemente do que se noticia a Antártida não está derretendo. Não resta a menor dúvida de que o pólo Norte está derretendo. Imagens de satélite demonstram que a cobertura de gelo no Ártico vem diminuindo interruptamente nos últimos anos. Na Antártida, porém, está acontecendo o contrário! E sabe quem os cientistas apontam como o benfeitor dessa história toda? Acredite: o buraco na camada de ozônio.
Pesquisas á décadas apontam que alguns dos rombos mais preocupantes estão concentrados no hemisfério sul, bem em cima do continente antártico. A novidade é o fato de que isso acabou favorecendo a formação de gelo. Quem descobriu isto foram os pesquisadores do SCAR (Comitê de Pesquisa Antártica). Dados registrados entre 1950 e 2009 concluíram que o aquecimento do oceano Antártico faz nevar mais sobre o continente gelado.
"Ao absorver a radiação ultravioleta que vem do Sol, o ozônio ajuda a esquentar a estratosfera, região atmosférica onde a camada de ozônio ajuda a esquentar a estratosfera, região atmosférica onde a camada de ozônio está localizada", explica o glaciologista Jefferson Simões, da UFRGS, em entrevista a Revista Super Interessante. "Quando há menos ozônio disponível, a estratosfera esfria. E isso acaba dando mais força ao chamado vórtice polar, um gigantesco redemoinho que funciona como barreira para a circulação de ar em torno da Antártica." Atuando como uma supermuralha ao redor do continente, o vórtice polar isola a Antártica e faz com que ela se mantenha fria.
Cálculos apresentados por pesquisadores em painéis climáticos internacionais prevêem que até o ano 2100 o nível do mar poderá se elevar de 60 cm a 1 m por conta de gelo que se tornará liquefeito e aumentará o volume das águas marinhas. Em relação a isso glaciologistas, ressaltam que é uma parte muito pequena do gelo do planeta que está derretendo - exatamente 0,7% do volume total - e a participação do gelo antártico nesse percentual é mínima. O volume do gelo antártico corresponde a 25 milhões km3. Se derretesse todo, equivaleria a um aumento de 60 metros no nível médio dos mares.
A tendência, porém, é que o gelo logo comece a derreter em todas as outras regiões da Antártida também, justamente porque a humanidade parece ter sido capaz de reverter, ou atenuar, o problema do ozônio. Tudo leva a crer que o buraco do hemisfério sul está se fechando. E a situação na Antártida, no futuro, ficará mais parecida com a do Ártico.
Alguns cientistas ainda afirmam que mudanças climáticas sempre aconteceram e não há motivo para pânico, a preocupação se deve á aceleração deste processo. Um exemplo disto é que a terra a 12 mil anos atrás era congelado e ainda hoje estamos vivos, nos adaptamos quando os processos são lentos e a tendência é que começaremos a nos adaptar á um planeta mais quente. Contudo, ainda é preciso tornar este processo de aquecimento mais lento para garantirmos a sobrevivência da espécie.
FONTES: Super Interessante, Band News, Tio Google.
FONTES: Super Interessante, Band News, Tio Google.
